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ÁGUA:
ELEMENTO VITAL DA HUMANIDADE
A maioria das pessoas não associa a uma boa
alimentação, mas esta é, depois do oxigênio,
a substância mais importante para a manutenção
da vida.
Composta por duas partes de hidrogênio e uma
de oxigênio (H2O), a água se destaca como a
substância mais abundante no corpo humano,
chegando a constituir entre 50 e 65% do peso
de um adulto razoavelmente magro.
Apesar de não conter nenhuma caloria ou
outros nutrientes, sem água o corpo humano só
continuaria funcionando por poucos dias. (Por
outro lado, uma pessoa saudável pode
sobreviver por 6 a 8 semanas sem comida.) A
perda de 5 a 10% de água do corpo resulta em
desidratação séria; quando atinge os níveis
de 15 a 20% torna-se fatal. Um corpo adulto
contém em média 45 litros de água, dos
quais 30 circulam dentro das células,
constituindo o líquido intracelular. Dos 15
litros restantes, aproximadamente 3 litros
circulam como plasma sanguíneo, transportando
proteínas e outros nutrientes com capacidade
de penetrar nas paredes capilares. Os demais
12 litros integram o líquido intersticial,
que envolve as células e produz linfa e várias
outras secreções. Com exceção do tecido ósseo,
no qual a água é mantida encapsulada, existe
um intercâmbio permanente entre líquidos
intra e extracelulares através das membranas
das células.
FUNÇÕES VITAIS
A
água desempenha um
papel essencial em quase todas as funções do
corpo humano. É utilizada para a digestão,
para a absorção e para o transporte de
nutrientes; serve de meio para uma série de
processos químicos; assume o papel de
solvente para os resíduos do corpo e também
os dilui para reduzir sua toxicidade, ajudando
no processo de excreção do corpo. Ainda
ajuda a manter a temperatura do corpo estável.
Além disso, a água proporciona uma camada
protetora para as células do corpo e, sob a
forma de líquido amniótico, protege o feto
em desenvolvimento. A água é necessária à
formação de todos os tecidos do corpo,
fornecendo a base para o sangue e todas as
secreções líquidas (lágrimas, saliva,
sucos gástricos, líquido sinovial, dentre
outros), que lubrificam os diversos órgãos e
juntas. Também mantém a pele macia e elástica.
Com o envelhecimento, o corpo começa a
ressecar cada vez mais. Por exemplo, o corpo
de um bebê recém-nascido consiste em 75 a
80% de água, contra apenas 50% no caso de um
corpo adulto, depois de atingir a faixa etária
de 60 a 70 anos. Este processo de ressecamento
se reflete na pele enrugada, no fluxo reduzido
de saliva e nas juntas que endurecem
naturalmente ao envelhecer.
BENEFÍCIOS
A
água é o mais
abundante e o mais barato de todos os líquidos
existentes para matar a sede. A água é
necessária para que o corpo possa exercer
praticamente todas as suas funções,
inclusive os processos químicos. Nutrientes
essenciais são transportados para as células
do corpo através da água existente no corpo.
A água proporciona uma camada protetora para
todas as células do corpo. Através da
transpiração, ajuda a manter a temperatura
normal do corpo, especialmente quando o tempo
está quente e úmido. A água é um
lubrificante essencial do corpo. Beber
bastante água pode ajudar na prevenção de cálculos
renais.
O adulto necessita ingerir em média de 6 a 8
copos de água por dia. A maior parte provém
de bebidas, como água pura, café, chá,
sucos e refrigerantes, mas uma quantidade
substancial está contida nos alimentos. As
frutas e os legumes, por exemplo, contêm
entre 70 e 95% de água, ao passo que um ovo
contém 75%, as carnes, as aves, e os peixes,
entre 40 e 60%, e os pães, 35%. O metabolismo
de carboidratos, proteínas e gorduras também
contribuem com uma pequena quantidade de água.
As necessidades diárias variam
consideravelmente. É preciso consumir mais água
quando está calor, durante exercícios ou
febre, resfriados ou outras doenças. É
necessário ingerir maior quantidade de água
também durante a gravidez, tendo em vista a
formação do líquido amiótico e o aumento
no volume de sangue, e também para atender às
necessidades do feto em desenvolvimento. Da
mesma maneira, mães com filhos lactentes
precisam aumentar sua ingestão de líquidos
para produzir leite, que contém 87% de água.
Via de regra, a quantidade de água consumida
deve ser igual àquela que é eliminada pela
urina ou pelas fezes, pelo vapor dos pulmões
ou pela transpiração da pele. Algum
componente da dieta aumenta a necessidade de
água para manter esse equilíbrio. O uso de
diuréticos ou outros medicamentos o fluxo
urinário requer uma ingestão adicional de líquidos.
Beber grandes quantidades de chá ou café,
porém, tem um efeito igualmente diurético, o
que pode anular a ingestão adicional. Comer
alimentos salgados também aumenta a
necessidade de ingestão de água para manter
o correto equilíbrio dos líquidos do corpo.
Qualquer redução no conteúdo de água do
corpo resulta em uma redução do volume de
sangue, um leve aumento da sua salinidade e
uma queda na produção de saliva. Essas mudanças
desencadeiam um processo químico e hormonal
que resulta em sensação de sede, que pode
ser rapidamente satisfeita bebendo-se água ou
outro líquido. Nesse meio tempo, os rins
conservam a água, retornando-a para o fluxo
sanguíneo, o que resulta em uma urina mais
concentrada. (A propósito, deve-se notar que
o subconsumo crônico de água aumenta o risco
de cálculos renais ou cálculos na bexiga).
Com a idade, a sede naturalmente diminui, de
forma que pessoas mais idosas devem criar o hábito
de beber água periodicamente mesmo sem sentir
sede. Da mesma forma, pode surgir uma
defasagem entre a sede e a necessidade do
corpo de ingerir água, durante exercícios
intensos ou quando o tempo estiver
extremamente quente e úmido. Neste caso, ao
sentir sede, você poderá já estar
parcialmente desidratado. Pra impedir uma
desidratação nessas circunstâncias, é
importante ingerir água ou outros líquidos
regularmente. Se você beber mais líquido do
que preciso, os rins se livram do excesso,
aumentando o volume da urina. Se uma pessoa
beber muito mais água do que os rins podem
processar, o excesso ficará absorvido nas
células.
Em casos extremos, isso pode provocar uma
intoxicação por água e um sério desequilíbrio
da química do corpo, podendo resultar em
convulsões e até mesmo em coma e morte. Este
consumo excessivo é freqüentemente reflexo
de um sério distúrbio psiquiátrico (polidipsia
psicogênica), ocorrendo também
em pessoas com graves lesões cefálicas ou
tumores no pulmão. Este fenômeno também tem
sido constatado entre pessoas que praticam
dietas da moda que, para perda de peso,
requerem a ingestão de grandes quantidades de
líquidos.
ÁGUA ENGARRAFADA
Consumida
antigamente por viajantes em lugares remotos,
a água em garrafa vem se tornando uma
alternativa moderna para as bebidas alcoólicas
e os refrigerantes. Mesmo assim, há diversas
opiniões sobre as fontes e os conteúdos das
várias águas engarrafadas. A seguinte lista
mostra os tipos mais comuns. A água mineral
contém no mínimo 500mg de minerais por litro. Os produtos vendidos como "água
natural" não sofrem nenhuma modificação
no conteúdo de minerais, enquanto outros
produtos podem vir da fábrica com ajustes. A
água com gás contém dióxido de carbono
para ficar borbulhante. As águas gaseificadas
naturais já vêm nesse estado da própria
fonte; nos outros casos, a gaseificação é
feita na fábrica. A água potável é
colocada no mercado em garrafões dos mais
diversos tamanhos e marcas. Pode ser retirada
de qualquer fonte aprovada: água encanada do
município, riachos, reservatórios ou
cisternas. Em seguida, é filtrada e
desinfetada, e o conteúdo mineral pode ser
ajustado.
. A água termal é retirada de fontes
naturais. Pode ou não conter gás, seja por
processo natural ou artificial de
gaseificação. Normalmente, o conteúdo mineral é
inalterado.
. A água purificada é aquela que foi
esterilizada e filtrada para remover seus
minerais naturais.
. A água destilada é purificada por
evaporação,
o que remove seus minerais. Os vapores são em
seguida recondensados para sua forma líquida
- a água.
QUANTIDADE DA ÁGUA
Em geral, os sistemas de abastecimento de água
são seguros e controlados - mas isso não
quer dizer que não ocorram problemas. De
acordo com a Agência de produção Ambiental
(EPA), um órgão norte-americano, de 500.000
a 1 milhão de pessoas são infectadas
anualmente por alguma doença contraída através
da água. Estudos recentes indicam que os números
verdadeiros podem ser muito mais elevados, e
que muitos dos casos de diarréia e infecção
intestinal atribuídos a intoxicações
alimentares ou outras causas devem-se, na
verdade, à água contaminada. Além disso, um
número cada vez maior de funcionários de saúde
pública vem alertando a população para o
fato de que as águas de superfície estão se
tornando cada dia mais poluídas por resíduos
industriais, restos de fertilizantes,
pesticidas e lixos químicos e nucleares.
No Brasil, as normas e o padrão de
potabilidade da água são estabelecidos pelo
Ministério da Saúde. Em caso de problemas,
as secretárias de saúde estaduais e
municipais devem alertar os consumidores para
o fato de que a água pode não estar pura, e
os funcionários públicos do município devem
solucionar a questão imediatamente. O impacto
criado por estes alertas elevou o grau de
interesse da população pela água que
consome, levando muitas pessoas a comprar
produtos engarrafados como alternativa para a
água encanada ou de cisterna.
Vários casos recentes de doenças adquiridas
pela água intensificam a desconfiança da
população quanto à água que jorra de suas
torneiras. Essas doenças que, em geral,
atacam o trato intestinal, são provocadas por
diversos parasitas presentes nas fezes de
pessoas e animais infectados. Desta forma, a
água é tratada com cloro e outros agentes
purificadores para eliminar esses e outros
microorganismos. Apesar de a água contaminada
ser responsável por alguns casos de doenças,
muitas pessoas as contraem através de práticas
pouco higiênicas, como não lavar as mãos
depois de usar o banheiro e manusear comida em
seguida. Mesmo quando as infecções são
provenientes da água da torneira, a maioria
das pessoas saudáveis as superam em pouco
tempo. Mas essas mesmas doenças colocam em
risco a vida das pessoas com baixa resistência
imunológica - os muito jovens, os velhos, as
pessoas com AIDS ou aquelas que tomam
medicamentos que inibem o sistema imunológico.
O uso de água fervida ou engarrafada minimiza
qualquer risco de infecções transmitidas
pela água.
CONTAMINAÇÃO POR CHUMBO
Uma das grandes preocupações da saúde pública
é a presença de chumbo na água potável.
Quando a água potável contém níveis
perigosamente elevados de chumbo ela pode
provocar sérios danos aos nervos, ao cérebro,
aos rins e a outros órgãos. Uma das razões
mais comuns para a contaminação é a corrosão
de antigos canos e sistemas de encanamento. As
casas antigas possuem canos de chumbo ou
soldas no encanamento, o que torna indispensável
à análise da água. Deve-se usar a torneira
de água fria para toda a água consumida
diretamente, seja para beber ou para cozinhar
(a água quente carreia mais chumbo do que a
água fria). Toda vez que a torneira ficar
fechada por algumas horas, ao abri-la, deve-se
deixar a água correr até esfriar. Como um
menor grau de dureza da água facilita o
carregamento de mais chumbo, devem ser usadas
substâncias amaciadoras somente na tubulação
de água quente. Além disso, é recomendável
a instalação de um sistema de filtragem da
água.



A ÁGUA ENCONTRADA NOS ALIMENTOS
Aproximadamente um terço do nosso consumo diário
de água provêm de alimentos sólidos. É
surpreendente a quantidade de água que alguns
desses alimentos contêm. As frutas e os
legumes fornecem a maior parte, mas as carnes,
peixes, pães e laticínios também fornecem
quantidades razoáveis.
PÃES, BOLOS E BISCOITOS: A maioria dos
pães contém aproximadamente 35% de água. Os
biscoitos do tipo cream craker contêm entre 3
a 7% de água; os amanteigados, entre 3 a 6%;
e os bolos e as tortas, de 20 a 35%.
LATICÍNIOS: Os queijos brancos contêm
cerca de 60% de água. Queijos amarelos, de 35
a 40%. Queijos brancos com casca contêm 50%.
Manteiga e margarina contêm 16% de água,
enquanto que a margarina dietética de baixo
teor de gordura contém em torno de 50%. O
leite contém 90% de água. A nata contém de
48 a 80%.
PEIXES E CRUSTÁCEOS: O conteúdo de água
de vários peixes é semelhante, sendo que o
bacalhau, o haddock, o linguado, o salmão e a
truta contêm 75%. A maioria dos crustáceos
contém uma quantidade semelhante de água,
mas alguns, como, por exemplo, às ostras,
chegam a 85% de água.
FRUTAS: As partes comestíveis da
maioria das frutas geralmente contêm em torno
de 80% de água. O teor de frutas secas é bem
mais baixo: os damascos, por exemplo, só
chegam a 30% de água e as passas de 15 a 18%.
GELÉIAS E PASTAS: O mel tem 18% de
água,
enquanto as geléias e doces de frutas
normalmente contêm de 20 a 30%. A geléia
dietética tem um teor de água maior, em
torno de 75%. As compotas cremosas de frutas têm
29% de água.
AVES, CARNES E OVOS: A maioria das
carnes bem passadas contêm de 40 a 50% de
água;
mal passadas e ao ponto, de 50 a 70%; salsichões
e similares contêm aproximadamente 50%;
salsicha tipo cachorro-quente, 55% e ovos contêm
74% de água.
VEGETAIS: Alguns legumes, como o aipo e
o pepino, chegam a Ter 95% de água. O brócolis
e o repolho contêm de 90 a 92% de água; as
cenouras, 88% e os tomates, 93%. Mesmo assada,
uma batata ainda contêm 75% de água.

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Indústria
de Laticínios Santo Lucio
"Quem
semeia qualidade, colhe confiança" |
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