História da Fabricação de Queijos



 

 

 

O Japão - em japonês, Nippon ou Nihon, literalmente "origem do sol" ou "terra do sol nascente", é um país do Extremo Oriente, formado por um arquipélago, situando-se ao largo da costa leste da Ásia, inteiramente dentro da zona temperada. Sua área territorial é de 377.815 km², e a densidade média da população (aproximadamente 328 hab./km²) se faz mais impressionante quando se sabe que mais de 70% da superfície do país é constituída de montanhas inabitáveis. Compreende as quatro grandes ilhas de Honshu ou Hondo, Shikoku ou Sikók, Kyushu e Hokkaido, além de mais de três mil ilhas menores nas adjacências, localizadas entre o Mar de Okhotsk a norte, o Oceano Pacífico a oeste e a sul e o Mar da China Oriental e o Mar do Japão a oeste.

 

Através do Mar do Japão e do Mar de Okhotsk, contacta com a Rússia, o Estreito da Coreia, a sudoeste, fornece ligação à Coreia do Sul, e na extremidade sul das ilhas Ryukyu aproxima-se de Taiwan. Sua população, estimada em julho de 2003, era da ordem de 127.214.499 habitantes. A capital é Tóquio, a maior concentração urbana do mundo.  O Japão é um país insular que se estende ao longo da costa leste, ou Pacífica, da Ásia. As ilhas principais, de norte para sul, são: Hokkaido, Honshu (ou Hondo), Shikoku e Kuyshu. Além destas ilhas maiores, o Japão inclui numerosas ilhas mais pequenas, cerca de 3 000, parte das quais constituem as ilhas Ryukyu, que se estendem a sudoeste de Kyushu até perto de Taiwan. Cerca de 73% do país é montanhoso, com uma cordilheira a ocupar o centro de cada uma das ilhas principais. A montanha mais alta do Japão é o famoso monte Fuji, com 3 776 m de altitude.

 

 

Pre-história - Pesquisas arqueológicas indiacam que o Japão ja era ocupado por seres humanos primitivos ha cerca de 500.000 anos atrás, durante o periodo paleolítico. Durante as eras glaciais, o Japao esteve conectado ao continente asiatico, o que facilitou a migração para o arquipélago japonês. Com o fim da última era glacial, surgiu a cultura Jomon por volta de 11000 AC, caracterizada por um estilo de vida semi-sedentário, com a subsistencia baseada em coleta e caça. Durante este periodo foram fabricadas as mais antigas cerâmicas do mundo. Acredita-se que esses povos Jomon são os ancestrais dos japoneses e dos ainus. A partir de 300 AC começa o período Yayoi, que é marcado pelas tecnologias de cultivo de arroz e irrigaço, trazido por migrantes da Coreia, China e outras partes da Asia.

 

Princípio da monarquia: A família imperial japonesa mantem-se de forma contínua no trono desde o princípio do período monárquico, no século VI a.C.. Os imperadores traçam sua ancestralidade até o mítico reinado de deuses sobre a terra, dos quais seriam descendentes. O Imperador Jimmu é o primeiro mortal da linhagem imperial. Na prática, uma migração de famílias provavelmente coreanas (dos quais a língua japonesa é aparentada) e/ou chinesas (dos quais sua escrita é derivada) para o Japão ocorrida pouco antes teria formado comunidades grandes o suficiente e culturalmente identificadas entre si que teriam se unido sob um monarca nos moldes do sistema político seus países natais. A partir de então, o poder imperial teria se extendido aos povos nativos pela assimilação ou conquista militar.

 

Feudalismo: A acumulação de grandes extensões de terra em mãos de particulares possibilitou a ascensão dos administradores locais, os Daimyo. À medida que suas terras eram removidas das listas de impostos, aumentava a renda dessa classe social. Gradualmente, os administradores começaram a repelir a interferência de funcionários provinciais e centrais, e criaram forças próprias para manter a ordem em suas áreas. Assim, o século X foi de completa desordem. Os aristocratas de Quioto não tinham poder algum para fazer cumprir as ordens fora da capital, já que os antigos exércitos haviam degenerado e os novos tinham-se tornado uma espécie de asilo onde os nobres bem relacionados ocupavam sinecuras. Em alguns lugares, o próprio povo armava-se para proteger-se. Os "oficiais de pacificação" designados pelo poder central pouco podiam fazer, pois não contavam com o apoio local. Acelerou-se a fragmentação do poder. Em 1156 uma disputa sucessória trouxe os guerreiros rurais para a capital, onde se estabeleceram. As grandes ligas de guerreiros eram chefiadas por famílias que se consideravam de ascendência imperial. Era prática enviar os filhos mais novos do imperador ao campo, quando não havia mais lugar para eles na corte; por determinação dos códigos, deviam mudar de nome após seis gerações; assim, no século X, os guerreiros se afiliaram a duas grandes ligas, lideradas pelas famílias Minamoto e Taira, que se diziam imperiais. A luta irrompeu em Quioto em 1156 e 1159. A primeira guerra - a da era Hogen - foi provocada por uma disputa sucessória, após a morte do imperador Toba, que tentou levar ao trono seu quarto filho Goshirakawa em vez de permitir que seu filho mais velho, Konoe, permanecesse como imperador. Venceram os partidários de Goshirakawa e os líderes da oposição foram executados. Goshirakawa reinou até 1158, quando se retirou, começando a segunda guerra.

 

Unificação: No século XVI ainda perdurava a desordem e a desfragmentação no Japão, que chegou a ter, de 1335 a 1392, duas cortes imperiais. Mas, ao final do século XVI, alcançara substancial unificação, ou pelo menos a pacificação. Isso foi obra de três grandes generais: Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyohi e Tokugawa Ieyasu. Homens de grande capacidade militar criaram uma base estável para o exercíto da administração Tokugawa, que durou até 1867.

 

 

Imperialismo Japonês: Em 1868 foi restaurado o poder imperial no Japão, subtraíndo aos xoguns o poder feudal que existia desde o século XII. Subiu ao trono o jovem imperador Mitsuhito, conhecido pelo nome de Meiji. A Era Meiji (1868-1912), como ficou conhecida, representou um período de grandes mudanças na história do Japão. Completadas as reformas internas, o governo decidiu-se a alcançar uma condição de igualdade com as potências ocidentais. Uma reforma dos tratados, com vistas a extinguir os privilégios judiciais e econômicos desfrutados pelos estrangeiros, foi tentada desde o início, mas as potências envolvidas recusaram-se a tratar do assunto até que as instituições legais japonesas se equiparassem às ocidentais. Os assuntos asiáticos ocuparam lugar secundário da política externa dos primeiros anos, mas já no início da década de 90 tornava-se clara a preponderância chinesa na Coréia, o que alarmava Tóquio. Em 1894, uma rebelião na Coréia foi esmagada com apoio dos chineses. O Japão enviou tropas ao país vizinho e, cessada a crise, recusou-se a retirá-las. As hostilidades sino-japonesas começaram no mar, e depois a luta transferiu-se para a Coréia. Vitorioso em todas as batalhas, o Japão impôs um tratado humilhante ao adversário, mas as potências européias se recusaram a aceitar Tóquio como sócio na partilha das riquezas da China. Alemanha, França e Rússia forçaram os japoneses a devolver a península de Liaotung, tomada à China, em troca de uma indenização. Em 1889, a Rússia forçou a China a ceder-lhe a referida península, com sua importante base naval de Port Arthur.

 

Segunda Guerra Mundial: Em 1937, o chamado “incidente chinês” - a China passava por sua revolução nacionalista - praticamente colocou o poder no Japão em mãos dos militares. O incidente começou com o ataque japonês a unidades chinesas na Ponte Marco Polo, perto de Pequim. A seguir, as tropas japonesas ocuparam Nanquim, Hangchow e Cantão. A essa altura, o Japão já fazia parte do chamado Eixo, através do Pacto Anti-Komintern com a Alemanha e mais tarde com a Itália. Esses acordos foram substituídos pelo Pacto Tripartite de setembro de 1940, pelo qual as potências do Eixo reconheciam o Japão como líder de uma nova ordem na Ásia. Em agosto de 1945, finalmente, as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki e a entrada da URSS na guerra asiática forçaram a rendição. O ato formal foi assinado a 2 de setembro de 1945, na Baía de Tóquio, a bordo do encouraçado norte-americano “Missouri”.

 

Independência e Reestruturação: Logo nos primeiros anos de paz, o Japão procurou reconstituir sua economia, apesar de algumas cláusulas restritivas contidas no tratado de rendição. Estas, porém, foram sendo gradualmente revogadas, e o país reencontrou o caminho da prosperidade. A restauração da independência, em 1952, ocorreu num momento em que a economia nacional apresentava elevados índices de expansão. Esse progresso se acentuaria até o final da década de 1960, quando o país manteve, por mais de dez anos consecutivos, as mais altas taxas de crescimento do mundo.

 

 

Economia do Japão: As principais atividades econômicas do Japão circulam entre as ilhas de Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kiushu. Para encurtar a distância entre as ilhas, a engenharia japonesa construiu dois túneis e uma ponte entre Honshu e Kiushu. Entre Honshu e Shikoku, duas grandes pontes também estão sendo construídas e um imenso túnel, com 54 km de extensão, liga Honshu e Hokkaido. Cerca de 80% do território japonês apresenta relevo montanhoso. As montanhas das ilhas Honshu, Shikoku e Kiushu exibem uma vasta vegetação tropical. A ilha de Hokkaido é coberta por taiga. Essas condições permitiram uma intensa utilização da madeira, inclusive para a construção de embarcações. Embora a maior parte do território japonês apresente relevo montanhososo, a cultura tradicional é a plantação de arroz (rizicultura), mas há muito tempo que o país também se dedica à pesca, explorada simultaneamente por pequenas e grande empresas.

 

Até metade do século XIX, a rizicultura foi a principal atividade econômica do Japão. Isso mostra o espírito trabalhador do povo japonês, que ao longo da história precisou conquistar um meio natural inóspito particulamente para as atividades agrícolas. Apenas 16% do território japonês é formado por planícies, onde a atividade agrícola é mais fácil. A rizilcultura transformou a planície de Kanto na zona mais densamente povoada do país. Isso garantiu um mercado consumidor para a indústria que se estabeleceu na era Meiji. A ocorrência de quatro estações do ano nitidamente marcadas é responsável pelo fornecimento do calor e da humidade que a cultura do arroz exige. Além disso, o emprego de irrigação constante favorece o seu desenvolvimento.

 

Mesmo depois de ter se transformado em um dos países mais industrializados do mundo, o Japão manteve a agricultura como uma de suas mais importantes atividades. Mais os interesses industriais e urbanos cresceram nas áreas que foram tradicionalmente ocupadas por lavouras. A diminuição da área cultivada vem sendo compensada pelo constante aumento da atividade agrícola, isto é, maior produção por área e por pessoa, decorrente da aplicação de técnicas avançadas e de novos instrumentos. Todavia, a atividade agrícola japonesa tem uma importância mais histórica e cultural, pois é possível importar os outros produtos a preços bem mais baixos.

 

 

Cultura do Japão: A cultura japonesa foi historicamente influenciada pelas culturas continentais da Ásia; sobretudo da China, de quem importou, através da Coréia, a escrita (kanji) e o budismo. No último século, a cultura japonesa foi também influenciada pela Europa e pela América.. Apesar dessas influências, o Japão gerou um complexo único de artes (ikebana, origami, ukiyo-e), técnicas artesanais (bonecas, objectos lacados, cerâmica), espectáculo (dança, kabuki, noh, raku-go), música (Sankyoku,Joruri) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única. O Japão atual é um dos maiores exportadores do mundo de cultura popular. Os desenhos animados, banda desenhada, filmes, literatura e música japoneses conquistaram popularidade em todo o mundo, e especialmente nos outros países asiáticos.

 

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Links interessantes sobre a Vida Japonesa:

Portal Japão: www.japao.org.br

Jornal Internacional Press: www.ipcdigital.com/portugues

Japão: www.consulados.com.br/consulados/japao.html

Japão On Line: www.japaoonline.com/pt

Consulado do Japão: www.sp.br.emb-japan.go.jp

Fundação Japão: www.fjsp.org.br

Revista Turismo Japão: www.revistaturismo.cidadeinternet.com.br

Aliança Cultural Brasil - Japão: www.acbj.com.br

Associação Brasileira de Dekasseguis - www.abdnet.org.br